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agosto 28, 2015

Female fish develop genitalia to deter unwanted males
Imagem: Universidade Estadual da Carolina do Norte

Fêmeas desenvolvem genitália para intimidar machos indesejáveis

Fêmeas de peixe-mosquito (Poeciliidae) nas Bahamas desenvolveram maneiras de mostrar aos machos que "Não significa que não".


Num exemplo da corrida armamentista co-evolutiva entre peixes machos e fêmeas, pesquisadores da Universidade Estadual da Carolina do Norte demonstraram que fêmeas de peixe-mosquito desenvolveram aberturas genitais de diferentes tamanhos e formas, em resposta à presença de predadores e (uma constatação surpreendente) para bloquear as tentativas de acasalamento por machos de outras populações.
"Aberturas genitais são bem menores em fêmeas que convivem sob ameaça de predadores e são maiores e mais ovaladas em fêmeas que vivem sem essa ameaça da predação", disse Brian Langerhans, professor assistente de ciências biológicas na Universidade do Estado da Carolina do Norte.
"Nosso laboratório anteriormente mostraram que machos de peixes-mosquito tinham genitália mais calcificadas e alongada quando viviam entre predadores. Quando os predadores apareciam pelas redondezas, os machos do grupo tentavam copular com mais freqüência - e mais depressas - com as fêmeas do grupo. Então essas fêmeas desenvolveram uma maneira de tornar a cópula mais difícil para os machos indesejáveis. "
Genitálias de fêmeas e macho de peixe-mosquito em dois locais diferentes das Bahamas revelam contrastes entre viver em águas com e sem a ameaça de predadores.
O estudo também mostra que as fêmeas têm evoluído de forma diferente suas genitália de ta forma a impedir o avanço de machos indesejados de outras populações. Esta teoria da "chave e fechadura" sugere que as fêmeas podem escolher melhor os avanços dos machos desejados ao modelarem suas genitálias para promover a cópula com os machos de sua própria população ou espécie - machos desejados. As fêmeas, então, pode fornecer o "fechadura" mais adequado para a "chave" de um macho desejado, e, consequentemente, evitar a hibridação com as populações mal adaptados ou outras espécies - pensar em resultados de baixa aptidão na natureza, temos a mula (estéril).
"Isto sugere que as genitálias podem evoluir, ao menos parcialmente, para reduzir hibridação e, portanto, serem responsáveis pelo surgimento de novas espécies, embora novas experiências são necessárias", disse Christopher Anderson, autor principal do trabalho.

Este artigo foi publicado no "Journal Evolution"

Grand Canyon Fishes Contaminated by Mercury

PEIXES DO GRAND CANYON ESTÃO CONTAMINADOS POR MERCÚRIO

por Sumayah Aamir
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Estudos nos rios do Grand Canyon mostraram que estão poluídas por mercúrio. E isso está causando a contaminação dos alimentos provenientes do rio Colorado como o mercúrio encontrado em peixes do Grand Canyon.


Mesmo lugares intocáveis como o Grand Canyon não são seguros. Que vem dos tentáculos traiçoeiros de poluição. A poluição é como uma hidra de muitas cabeças que não podem ser eliminadas no balançar de uma varinha mágica. Ela exige ação real e muitos sacrifícios por parte do homem.

O Grand Canyon tem sido sempre um marco simbólico refletindo o espelho de a natureza em estado bruto. No entanto, todo isso parece ter mudado. Relatórios recentes mostram que foram encontrados grandes concentrações de mercúrio e selênio nas águas do Grand Canyon.

A ecologia da área está saturada desses produtos químicos. Um estudo publicado em um jornal demonstrou que as cadeias alimentares (peixe e os animais selvagens) vêm apresentando esses elementos em excesso. E a gestão destes ambientes tóxicos será um enigma ainda sem solução. Isso acontece porque o poluição está espalhada por toda parte agora. 

Ela passou dos limites do Grand Canyon e penetrou em áreas adjacentes. Mais de meia dúzia de locais ao longo do rio Colorado já apresentam o problema. Está mais do que enraizada em sua matriz contextual.Alevinos, invertebrados, bem como qualquer ser vivo que vive nessas águas estão em risco. Ao mostrar que as concentrações de mercúrio e o selênio no peixe carapaus são altas tornando assim, essas criaturas impróprias para consumo.

Literalmente, estes produtos são um veneno que poderá também correr em nossas veias assim que o animal contaminado for consumido cozido e/ou assado durante uma refeição. O mercúrio é uma neurotoxina fatal que pode afetar negativamente a saúde a medida em que a morte acontece. Até mesmo o selênio causa várias doenças que incluem a perda dos cabelos e dentes.

Também problemas com capacidade mental e vivacidade estão em jogo. O selênio tem sido associado ao câncer de fígado. Então, cuidar é melhor do que remediar. Por enquanto a única espécie que conseguiu sobreviver ao ataque ambiental foi a população de trutas arco-íris, que já estas estavam livres dos efeitos poluentes do mercúrio.

No entanto, o consumo de espécies que vivem no Grand Canyon ainda é um perigo para a saúde. A poluição por selênio ocorre muitas vezes devido às atividades agrícolas e de mineração. No entanto, os níveis encontrados no solo já são naturalmente elevados.

O mercúrio ainda que provém das fábricas de carvão. Outras atividades humanas também colaboram para "levar" o mercúrio para dentro dos "ossos e nervos" do Grand Canyon. Até mesmo algas têm sido responsáveis pelo envenenamento com mercúrio. Todos os ecossistemas são vulneráveis aos efeitos devastadores da poluição. Mas alguns são mais vulneráveis do que outros.


Imagens Getty 

agosto 26, 2015

Image result for practical fish keeping logoAs gônadas da cavala podem mudar o Mundo?




Ensaios científicos estão em andamento para ver se um peixe pode produzir a prole de outro. Se positivo, isso vai revolucionar tudo que conhecemos sobre criação e conservação, diz Nathan Hill. 
Could mackerel gonads change the world?Aqui está uma corrente de pensamento. Se eu adicionar "ses" o suficiente, então, eventualmente, uma formiga pode levantar um elefante. Tenho certeza que você está entendendo onde quero chegar com isso, mas deixe-me exemplificar um caso. "Se" uma formiga passasse a ser grande e forte o suficiente para mover uma alavanca mecânica, e "se" um elefante ficasse de pé sobre um estrado forte o suficiente de uma empilhadeira, e "se" as duas criaturas passassem a fazer parte do mesmo cenário juntas, e "se" a formiga de alguma forma mudar a alavanca, em seguida, talvez, apenas talvez, a ação da formiga poderá então levantar o elefante.
Sim, há um pouco de jogo de palavras envolvido, um pouco de malabarismo de significados, mas com suficientes "ses" a formiga de fato pode levantar um elefante. Adicione diversas etapas imaginárias como você desejar, e, eventualmente, você chegará lá.
Atualmente existe algo semelhante acontecendo no mundo aquático, e como uma indústria coletiva, todos nós deveríamos cruzar os dedos, pés, cabelo, pets, pernas, e mais alguma coisa que temos em mãos, e desejando sempre o melhor. "Se" vai dar certo, então podemos superar não apenas alguns problemas éticos da vida selvagem, mas também os de prática sustentável em geral. Poderíamos controlar linhas genéticas e pureza, embora, correlativamente, também poderíamos aproveitar em particularidades e truques para fazer as inovações.
O que eu estou me referindo é o conceito de espécies "barriga de aluguel". Especificamente, eu estou falando sobre o tipo de "barriga de aluguel" que atualmente vem sendo testado por Goro Yamazaki na Universidade de Ciência e Tecnologia Marinha de Tóquio.
Esta "barriga de aluguel" implica em adquirir o código genético de um peixe, extraindo suas células-tronco, e injetá-las em alevinos de outro peixe. 
A esperança é que, se inseridos no lugar certo do corpo do animal (ou seja, os órgãos reprodutores), essas células-tronco irão se aderir sobre as gônadas do peixe hospedeiro e gerar tecidos reprodutivos para as espécies doadoras. Literalmente, "se" eu posso tirar as células sexuais de um peixe e "se" eu posso implantá-las e deixá-las crescer no corpo de outro peixe, e "se" eu conseguir uma desova bem sucedida, então eu poderia por fim em uma espécie de peixe produzindo alguns milhares de descendentes viáveis da espécie doadora, mesmo sem perceber.
Se, se, se ........... talvez.
Se isso parece ficção científica, então você seria perdoado se este conto se tornasse uma parábolas condenatórias de "franken-monsters" marinhos invadindo Nagasaki. Mas a ciência é bastante sólida, e as expectativas altas.
O objetivo do trabalho de Yamazaki é transferir os órgãos reprodutores do Atum para a Cavala - sendo este último um reprodutor muito mais fértil e abundante que o anterior (atum). Apesar deste começo de ano ruim para a temporada de atum, o peixe não é destinado apenas ao consumo japonês (1/4 de todo atum de nadadeira azul capturados são destinados aos pratos japoneses), está também na lista da IUCN Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. Aos produtores que podem cultivar o Atum (Blue Fin) - espécie muito difícil de se reproduzir em cativeiro - grandes fortunas, tanto a nível financeiro quanto moral são esperados.
Mas. Sempre existe mas....
Até o momento, os resultados das pesquisas não atingiram o esperado. Embora as células-tronco tenham influenciado o desenvolvimento gonadal da cavala, desovas foram mal sucedidas, e esta hipótese parece ser ruim para questões de temperatura. Mas num futuro, o próprio conceito, parece brilhante. E se adultos de cavala podem expelir milhares de bebês de atum de nadadeira azul de uma só vez, então crescem a pressão sobre as populações selvagens - no mínimo reintrodução - sejamos otimista ao invés de abandoná-los, como eles atualmente estão. 
Só podemos esperar e ver.
Mas o atum é apenas um dos milhares de peixes lá fora. Há muitos outros prospectos a longo prazo para este possível avanço.
Por um lado, a dificuldade em gerar espécies já não é mais um problema, contanto que, espécies fáceis e geneticamente compatíveis estejam disponíveis. 
Para que se preocupar com essas disputas embaraçosas entre machos de Scleromystax squabbles, se eu tenho os aparelhos reprodutores de Corydoras aeneus, desenvolvendo sua prole a uma excelente taxa? E quanto aos Dwarf gouramis que estão sendo produzido pelo Dwarf gouramis-iridovírus sem os pais, ao invés de utilizarem a espécie Trichopodus azul? Há diversas maneiras de se utilizar esta tecnologia.
Claro, isso antes mesmo de eu mencionar peixes raros ou em perigo de extinção. Um exemplo? Hypancistrus zebra? Injetar suas células dentro de um Ancistrus e acabar logo com isso. Como "hobby", isso faz uma grande diferença. Bancos de dados de DNA poderiam permitir a reintrodução de espécies extintas a qualquer momento, e até mesmo espécies raras de teleósteos podem tornar-se tão comum como "guppies" de um dia para o outro.
Tenho certeza de que agora você já pensou em um cenário próprio onde a tecnologia como esta fará toda a diferença. Se é para garantir linhagens puras, ou para trazer de volta algo que está no limite de ser extinto, todos nós podemos imaginar um uso para o "peixe de aluguel".
Mas, como sempre, eu tenho certeza que haverá difamadores que também deverão ser ouvidos. Com a manipulação genética vem a responsabilidade, e quando estamos "mexendo" com a fecundidade de um peixe é preciso ter muito cuidado com o resultado.
Um exemplo absurdo, vamos também dizer que: "Se" tirei as células-tronco de uma lampreia do mar, e, novamente, "se" consegui implantá-las sobre as gônadas de um peixe-lua (Mola mola) e "se" o peixe-lua conseguiu produzir o seu padrão de 300 milhões de alevinos (Mola mola é a espécie com maior taxa de fecundidade no Planeta), então acabei causando um sofrimento mundial ao ecossistema marinho. 300 milhões é muita lampreias (animal hemato-parasita) sugando até o esgotamento o sangue de seres marinhos em minutos.
Mas isso é realmente um absurdo. Ninguém faria isso, mesmo que intencionalmente para investigar, a menos que houvesse uma queda súbita e catastrófica de lampreias, o que é improvável. Partindo do princípio de que os códigos de conduta e comitês de ética sejam obedecidos e respeitados, e boas técnicas técnicas de modelagem de resultados avaliados, então é difícil ver, nesta fase, o que poderia dar errado.
Sim, existem os "ses" de comerciantes sem ética. De modo que, "se" eu recebo um exemplar parecido com Blinky (peixe de três olhos do desenho animado Simpsons), e "se" eu posso transferir suas células-tronco em um peixinho dourado e reproduzir uma sequência de peixinhos com três olhos, então eu posso chamá-los de Peixe-Blink, e arrecadar uma fortuna de um público delirante. Mal empregada, tal tecnologia pode produzir inúmeras anomalias, como peixes infértil (por meio dessa escolha por exemplo, criadores podem manter os preços de suas ações elevada - por que vender jovens férteis para que os outros possam reproduzi-los quando você tem o monopólio?), e criar todo o tipo de trapaça comercial.
Mas isso é ainda um monte de "ses". Se tudo isso vem junto, e se os cientistas fizerem bom uso da tecnologia, então nós poderíamos estar à beira de um avanço muito maior do que qualquer imprensa está prestando atenção.
Isso é "se" ele funciona, é claro. Caso contrário, voltaríamos ao ponto de partida, não estaríamos mais próximos de tornar o mundo um lugar melhor, e o atum ainda estaria em risco de extinção. Mas, então, "se" eles não estivessem ameaçados então nós não teríamos o impulso para desenvolver tal tecnologia. 



Há uma ironia cruel nisso!!!!

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Published: Nathan Hill Friday 21 November 2014



http://www.practicalfishkeeping.co.uk/content.php?sid=6586

agosto 20, 2015

DESCOBERTA: Nano Tetra

Um animal um pouco estranho, completamente transparente com um padrão de cor e forma única ", disse o ictiólogo Dr. Ralf Britz do Museu de História Natural de Londres  a partir de um pequeno exemplar do novo tetra que ele ajudou a identificar e dar o nome.
Cyanogaster noctivaga, the Blue-bellied Night Wanderer Tetra.
All images by Dr. Ralf Britz, Natural History Museum, London, UK.
Apelidado de "viajante noturno de barriga azul", Cyanogaster noctivaga - Cyanogaster significa "ventre/barriga azul" e noctivaga significa "andarilho/viajante noturno". Tem 17 milímetros de comprimento, e para além da sua "barriga" azul brilhante, tem olhos grandes, e focinho, boca e dentes de aparência incomum.
É apenas 7 milímetros mais longo do que o menor peixe do mundo, e parece surgir apenas à noite, porém a barriga azul brilhante de um peixe amazônico minúsculo chamou a atenção de uma equipe de cientistas, que percebeu que se tratava não apenas de uma nova espécie e sim de um novo gênero.
Britz trabalhou com os líderes da expedição Monica Toledo-Piza, George Mattox e Manoela Marinho da USP/SP, na expedição científica realizada em 2011, na descrição científica do peixe, recentemente publicada na revista Ichthyological Exploration of Freshwaters em 2013. Britz é um colaborador da AMAZÔNIA e um especialista de renome mundial em pequenos peixes.
Rio Negro, o maior afluente do rio Amazonas.
Ponto vermelho indica o local onde
o novo gênero foi coletado.
O peixe de ventre-azul (barriga-azul) foi descoberto no rio Negro, o maior afluente do rio Amazonas. Esta área da bacia amazônica é provavelmente uma das mais exploradas, sendo assim encontrar não só uma nova espécie, mas um novo gênero também, foi uma grande surpresa.
A equipe só poderia encontrar o peixe de ventre-azul em um local do rio Negro, e só poderia ser encontrado à noite. "O peixe apareceu como um traço azul nadando rápido na rede", diz Britz. Não foi só um peixe difícil de encontrar, mas assim que ele foi retirado da rede morreu. Britz teve que improvisar, a fim de obter uma foto do peixe vivo para mostrar a sua coloração original.
"Criei um tanque-foto na margem do rio com uma câmera e flash prontos para disparar. Em seguida, George e eu entramos na água e puxamos a rede em direção a margem. Então, com o auxílio de uma colher grande retirei os peixes apreendidos da rede e transferi-os para o tanque-foto sem levantá-los para fora da água."


Semelhanças/Similaridades do menor peixe do Mundo
O Cyanogaster noctivaga ou simplesmente "viajante noturno de ventre azul" é pequeno, mas como ele se compara ao menor peixe do mundo, o que ajudou Britz em seus estudos de 2006?
"O maior exemplar de Cyanogaster coletado media 17,4 mm de comprimento, que é cerca de 7 mm maior do que o maior Paedocypris progenetica."
As duas espécies parecem preferir habitats semelhantes também. Britz, explica:
"O rio Negro no Brasil, assim como as florestas pantanosas de turfa da Ásia, têm águas negras ácidas e como os pântanos de turfa, abrigam um grande número de espécies em miniatura."
"O tamanho pequeno parece ser favorecido em águas de baixa qualidade e o Cyanogaster é outro exemplo à regra."

Dentes Estranhos
O esqueleto de peixe foi diafanizado sendo
mais fácil o estudo de suas estruturas, 
já que o animal é só 7 mm mais longo do
que o menos peixe do mundo.
O número e a forma dos dentes, ou dentição, é muito útil para nomear e classificar os peixes em especial os da ordem Characiformes, grupo na qual o  Cyanogaster pertence.
O barriga-azul tem uma dentição original, número e forma dos dentes no maxilar superior. Possui duas fileiras de dentes na maxilar superior, uma fileira interna e outra externa. Há apenas 4 dentes com várias cúspides na fileira interna e 1 dente cônico (apenas uma cúspide) na fileira externa. um único dente cônico na fileira exterior (marcada com uma linha pontilhada) e quatro dentes na fileira interior.
"Todos os outros membros da subfamília de Stevardiinae e, na verdade, a maioria dos membros da família Characidae têm um número e arranjo diferente de dentes. Então, isso ajuda a demonstrar que o nosso pequeno "barriga-azul" é algo completamente diferente, um novo gênero", diz Britz.

Mais Exemplares Encontrados
E não foi uma surpresa final. Embora a descrição científica do novo peixe ainda estava sendo preparada, novos exemplares do novo peixe foram descobertos.
Britz, explica: "Os meus colegas brasileiros encontraram alguns espécimes na coleção do Museu em São Paulo, (Museu de Zoologia da USP - MZUSP), que foram coletados em 1980, mas ainda estavam sem classificação."
Britz conclui: "Isto demonstra mais uma vez a importância de mantermos coleções de museus, em que as diversidades previamente desconhecidas ainda podem ser descobertas."

Referências:
1) Ichthyol. Explor. Freshwaters, Vol. 23, no. 4, pp. 297-318, 11 figs., 1 tab., March 2013 by Verlag Dr. Friedrich Pfeil, München, Germany.
2) Cyanogaster noctivaga, a remarkable new genus and species of miniature fish from the rio Negro, Amazon basin (Ostariophysi: Characidae). George M. T. Mattox, Ralf Britz, Mônica Toledo-Piza and Manoela M. F. Marinho.
Uma vez sacrificada e preservada, a cor é perdida.
Como neste espécime do Museu coletado pela expedição.
Cyanogaster noctivaga, novo gênero, nova espécie, foi descrita para o rio Negro, Brasil. É um nano peixe da Família Characidae e pertencente à sub-Famíilia Stevardiinae com base na presença de ii + 8 raios na nadadeira dorsal e quatro dentes na série interna do pré-maxilar. A nova espécie pode ser diferenciada de todos os outros membros da sub-família Stevardiinae por ter o número reduzido de i + 5 raios na nadadeira pélvica e a presença de um único dente cônico na fileira externa de dentes do pré-maxilar. Outros recursos de diagnóstico não-exclusivos de Cyanogaster dentro da sub-família Stevardiinae são a falta de dentes superiores, a linha lateral incompleta, a transparência do corpo e a conspícua região abdominal azul. Os machos maduros têm ganchos nas nadadeiras pélvicas e anal. Uma descrição osteológica detalhada do novo gênero e espécie se apresenta aqui com comentários sobre suas supostas relações.




Fonte:

Material procedente da coleção do Museu de História Natural de Londres. http://www.nhm.ac.uk/

Todas as imagens são cortesia do Museu de História Natural, Londres.

janeiro 27, 2015



Pesquisa traça comportamento de peixes e invertebrados aquáticos 
por Portal Brasil: 05/01/2015


Fauna aquática: Avaliação da fauna aquática sob risco de extinção é possível graças à pesquisa já realizada no Brasil. Entre 2010 e 2014, o governo federal realizou a maior avaliação da fauna já feita no mundo, com as novas listas ampliando em 800% a quantidade de espécies avaliadas em comparação ao último levantamento, divulgado em 2003. De acordo com a Portaria do MMA - Pró-Espécies, as listas serão atualizadas anualmente, e cada grupo de espécies será revisado com uma periodicidade máxima de cinco anos. A pesquisa considerou 12.256 espécies da fauna brasileira, incluindo peixes e invertebrados aquáticos, e, no que se refere a estes últimos, o Ministério do Meio Ambiente, juntamente com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), elaborou o FAQ abaixo.

1. Como foi produzida a Lista Nacional Oficial das Espécies Ameaçadas de Extinção – Peixes e Invertebrados Aquáticos?
A metodologia utilizada para avaliação do estado de conservação das espécies brasileiras foi desenvolvida pela UICN (União Internacional para Conservação da Natureza), e é amplamente utilizada em avaliações do estado de conservação de espécies em nível global e já adotada por diversos países.
As espécies são avaliadas em relação ao seu tamanho e variação populacional, características do ciclo de vida, área de distribuição, qualidade e fragmentação do habitat, ameaças presentes e futuras, medidas de conservação existentes, entre outros aspectos. Com base nestas informações, e de acordo com critérios técnicos padronizados e objetivos, o status de ameaça de cada espécie é definido.
No Brasil, a atualização da Lista Nacional Oficial das Espécies Ameaçadas de Extinção – Peixes e Invertebrados Aquáticos foi coordenada pelo ICMBio, e contou com a participação de centenas de especialistas e cientistas, oriundos de dezenas de instituições, abrangendo os melhores institutos de pesquisa e universidades do país.
Foram avaliadas mais de 5 mil espécies de peixes e invertebrados aquáticos, incluindo 100% dos peixes marinhos e continentais conhecidos no País, e centenas de espécies de invertebrados.
Das mais de 5 mil espécies avaliadas, 475 são consideradas ameaçadas e estão presentes na nova lista, publicada através da Portaria MMA nº 445. Dessas, apenas cerca de 80 espécies, ou 17%, possuem uso econômico hoje, de acordo com análises preliminares.

2. Quais são os critérios usados para definir o grau de ameaça de uma espécie?
As análises seguem os critérios desenvolvidos pela UICN. Há cinco critérios quantitativos que são utilizados para determinar se uma espécie está ameaçada e a que categoria de ameaça pertence:
Redução da população (observado, estimado e/ou projetada);
Distribuição geográfica restrita e apresentando fragmentação, declínio ou flutuações;
População pequena e com fragmentação, flutuações grandes ou declínio (observados, estimados e/ou projetados);
População muito pequena ou distribuição muito restrita;
Análises quantitativas da probabilidade de extinção (por exemplo, Análise de Viabilidade Populacional).
Mais detalhes sobre os critérios utilizados podem ser vistos no documento Categorias da Lista Vermelha da IUCN - Versão 3.1.

3. Quais dados subsidiaram essa decisão?
Foram utilizadas as publicações oficiais relacionadas a cada espécie, incluindo boletins estatísticos de pesca, artigos científicos, dissertações e teses de mestrado e doutorado, livros e demais publicações científicas e técnicas. Esta bibliografia contém os melhores dados disponíveis no momento.
A produção científica brasileira e mundial tem crescido rapidamente, e espera-se que futuras publicações possam auxiliar a compreender cada vez melhor o status de conservação das espécies e avaliar a recuperação das populações.
A bibliografia utilizada para a avaliação de cada espécie pode ser vista no site do ICMBio.

4. O que significa dizer que uma espécie está Vulnerável, Em Perigo ou Criticamente Em Perigo de Extinção?
As espécies consideradas ameaçadas são divididas em 3 categorias, definidas pela Portaria MMA nº 43, de 31 de janeiro e 2014, e de acordo com a metodologia da UICN, representando o grau de ameaça de extinção. São elas:
Vulnerável (VU) - quando as melhores evidências disponíveis permitem considerar que a espécie está enfrentando risco alto de extinção na natureza;
Em Perigo (EN) - quando as melhores evidências disponíveis permitem considerar que a espécie está enfrentando risco muito alto de extinção na natureza;
Criticamente em Perigo (CR) - quando as melhores evidências disponíveis permitem considerar que a espécie está enfrentando risco extremamente alto de extinção na natureza.
As espécies que foram avaliadas e que não estão ameaçadas de extinção são classificadas em outras categorias, como "Menos preocupante (LC)", "Dados insuficientes (DD)" ou "Quase ameaçada de extinção (NT)", por exemplo.
As espécies da categoria “quase ameaçada de extinção (NT)” são aquelas que ainda não são ameaçadas, mas apresentam status preocupante.
Para essas espécies a captura e comercialização continuam permitidos e não haverá publicação de uma segunda lista contendo as espécies quase ameaçadas de extinção.
No entanto, é importante que seu uso comercial seja feito de forma sustentável. Caso os mecanismos de gestão adotados mostrem-se falhos ou insuficientes para promover a recuperação destas espécies, é possível que ocorra uma piora no seu status de conservação e que elas sejam incluídas em uma atualização futura da Lista Oficial Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção.

5. O que pode ser feito para proteger estas espécies ameaçadas?
De acordo com o levantamento feito durante o processo de avaliação das espécies, foram identificadas que as principais ameaças para os peixes e invertebrados aquáticos presentes na lista estão relacionadas a alterações de habitat – para as espécies continentais – e à captura excessiva – para as espécies marinhas.
Há diversos mecanismos utilizados para proteger estas espécies, e a próprio reconhecimento do grau de ameaça de cada grupo é um instrumento importante de conservação.
Entre outras medidas que podem resultar em conservação e recuperação das espécies ameaçadas, pode-se citar a criação e ampliação de Unidades de Conservação, a elaboração de Planos de Ação Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção, a instituição de medidas que aumentem a sustentabilidade das atividades pesqueiras, e a proibição de captura para espécies com risco muito alto e extremamente alto de extinção.
Algumas espécies, devido a suas características biológicas, necessitam de um tempo maior para a recuperação de suas populações do que outros grupos.
É o caso de diversas espécies de tubarões, raias e outros peixes, como garoupas, chernes e o mero.
É importante destacar que a sobrevivência a longo prazo da própria atividade de pesca depende da existência de estoques pesqueiros saudáveis.
Permitir a captura de espécies com risco muito alto e extremamente alto de extinção pode resultar em colapso dos estoques, tendo como consequência graves prejuízos ambientais, sociais e econômicos.
Os danos causados pela extração excessiva de recursos naturais, especialmente em relação aos estoques pesqueiros, têm sido observados em todo o mundo há décadas, resultando na necessidade cada vez maior de adotar mecanismos que garantam a sustentabilidade desta atividade econômica.

6. Todas estas espécies estão proibidas de serem capturadas a partir de 18 de dezembro de 2014?
Não. Para as espécies que não eram consideradas ameaçadas na lista de 2004, e que não sejam objeto de outras proibições por normas específicas, a proibição de captura, transporte, comercialização e outros só entrará em vigor 180 dias após a publicação da Portaria nº 445 (artigo 4º).
Este prazo foi previsto para que haja plena divulgação da norma em todo o país e para que os pescadores artesanais e industriais possuam tempo de adaptar as suas atividades produtivas à preservação das espécies ameaçadas de extinção.
Além disso, para as espécies ameaçadas da categoria Vulnerável poderá ser permitido um uso sustentável, desde que regulamentado e autorizado pelos órgãos federais competentes, conforme artigo 3º da portaria.
Nesta categoria, com possibilidade de uso sustentável, estão classificadas mais de 40% das espécies de peixes e invertebrados aquáticos ameaçados que tem uso econômico hoje, incluindo Garoupa, Cherne, Badejo, Pargo, Cações, entre outros.
Em muitos casos, o mesmo nome popular é utilizado em espécies diferentes de peixes. É o caso de alguns bagres, cações, raias, surubins e peixes-rei, por exemplo.
O nome científico é o que deve ser considerado para avaliar se determinada espécie está presente na lista ou não.

7. Então todas as espécies da categoria Vulnerável poderão ser capturadas?
A captura e comercialização das espécies ameaçadas da categoria Vulnerável será permitida após regulamentação e autorização pelos órgãos federais competentes, conforme artigo 3º da Portaria 445, permanecendo proibida até então.
A regulamentação e autorização deverá atender diversos critérios que buscam promover a sustentabilidade da pesca e redução dos impactos sobre as espécies. São eles:
Não ter sido classificada como ameaçada de extinção desde a avaliação anterior, publicada pela Instrução Normativa nº 5, de 2004, ou não ser objeto de proibição em normas específicas;
Estar em conformidade com a avaliação de risco de extinção de espécies;
Existência de dados de pesquisa ou monitoramento que subsidiem tomada de decisão sobre o uso e conservação da espécie na área a ser autorizada;
Adoção de medidas de preservação das espécies e de mitigação de ameaças, incluindo aquelas decorrentes de recomendações internacionais; e adoção de medidas indicadas nos Planos de Ação Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção aprovados, quando existentes.

8. Discordo dessa avaliação. O que eu posso fazer?
É importante ressaltar que o status de conservação das espécies é analisado em escala nacional. A existência de um grande número de indivíduos em determinada região não significa necessariamente que a espécie não está ameaçada de extinção.
Diversas espécies agregam-se em determinadas épocas do ano para reprodução ou alimentação, por exemplo.
Outras espécies podem possuir uma subpopulação abundante em determinado local, mas estarem ameaçadas de extinção por causa da sua distribuição geográfica muito reduzida.
A avaliação foi realizada com base nos melhores dados disponíveis atualmente. No entanto, futuras publicações científicas podem trazer novas informações sobre o status de conservação das espécies.
O artigo 6 da Portaria prevê que a lista poderá ser atualizada a partir do aporte de conhecimento científico e de dados atualizados de monitoramento.
Especificamente para assessorar as avaliações referentes às espécies de interesse social e econômico, o Ministério do Meio Ambiente instituirá um Grupo de Trabalho, podendo ser convidados representantes de outros órgãos da administração pública, especialmente do Ministério da Pesca e Aquicultura, bem como representantes de universidades e instituições científicas.

9. Quando a lista será atualizada?
De acordo com a Portaria MMA nº 43 de 2014, que instituiu o Programa Nacional de Conservação das Espécies Ameaçadas de Extinção - Pró-Espécies, as listas serão atualizadas anualmente, e cada grupo de espécies será revisado com uma periodicidade máxima de cinco anos.
Isso significa que, embora tenham se passado 10 anos entre as publicações da lista anterior e da lista atual, a partir de agora as listas serão atualizadas em velocidade muito maior.
Além disso, poderão ser realizadas alterações específicas na lista, caso existam novas informações científicas ou dados de monitoramento atualizados que indiquem mudança no status de conservação de determinada espécie.
Todo o processo será realizado com base nos melhores dados científicos disponíveis, conduzido por especialistas de cada grupo e coordenado pelo ICMBio, garantindo elevada qualidade técnica.

Fonte: