fevereiro 06, 2012

Rondônia torna-se o maior produtor de Pirarucu

Departamento de Comunicação - Governo do Estado de Rondônia
O GLOBO RURAL MOSTROU EXPERIÊNCIAS DE CRIAÇÃO EM CATIVEIRO DA ESPÉCIE

A TV Rondônia produziu para o Globo Rural uma reportagem sobre a produção de pirarucu em cativeiro, no município de Pimenta Bueno que está colocando o Estado de Rondônia como o maior produtor desta espécie na região norte do País. A repórter Maríndia Moura visitou e conheceu instalações e laboratórios para a produção da espécie.
Somente na safra de 2012 estarão à disposição dos produtores rurais 50 mil alevinos de pirarucu rastreados e com georreferenciamento, cumprindo o que determina a legislação, e, após um ano pesando acima de 14 quilos podem ser comercializados. O produtor rural Pedro Megumi Yoko Yamia (Seu Pedrinho), um dos pioneiros na produção de alevinos em cativeiros, aposta tudo na comercialização e exportação do pirarucu de Rondônia.
Auditores de uma empresa multinacional especializada na comercialização de carnes de peixes para Europa inspecionou as instalações e laboratórios, em Pimenta Bueno verificando desde a cobertura dos tanques com redes onde são criados os alevinos para evitar o ataque de predadores naturais a qualidade da água. Constataram que tudo está ambientalmente correto de acordo com a legislação brasileira e as normas técnicas exigidas para exportação de pescado.

Bom negócio
Seu Pedrinho trabalha em dez tanques escavados com uma média de 1.500 metros quadrados cada, com uma rotatividade para retirada em média de 1.500 alevinos de pirarucu a cada 90 dias. Cada filhote é vendido para engorda em todo o Estado com 20 centímetros a R$ 10 a unidade que aos 15 meses está pronto para o abate pesando entre 14 a 15 quilos e podem ser comercializados a R$ 8 o quilo do peixe vivo. 
Pimenta Bueno tornou-se no maior centro produtor de alevinos certificados e rastreados do Estado. A produção de pirarucu que ali são acompanhados por técnicos desde o nascimento até a comercialização final. Segundo seu Pedrinho, o “Estado vai se tornar no maior e melhor produtor de peixes do Brasil, graças às parcerias com universidades e outras instituições governamentais.” Cada desova anual por fêmea varia entre 5 e 10 mil alevinos.

Vontade Política
Para o gerente de piscicultura da secretaria de Agricultura e Pecuária (Seagri) o veterinário, Carlindo Pinto Filho, “foi à vontade política do governador Confúcio Moura (PMDB) em transformar o Estado como um dos maiores produtores de peixes do País, priorizando essa atividade em sua gestão, que vai mostrar para o mundo a qualidade do filé de pirarucu exportado de Rondônia.”
A produção de pirarucu, pintado, jundiá e tambaqui em cativeiro espécies típicas da Amazônia vai consolidar a posição de Rondônia colaborando para tornar o Estado ambientalmente sustentável.
O diretor de Pesquisa da Mar & Terra (Thiago Tetsuo Ushizima) empresa instalada há poucos anos em Pimenta Bueno e especializada na comercialização de peixes para o exterior, garante que no final de março segue para Europa a primeira parte das 200 toneladas de filé de pirarucu. O processo é lento em função de exigências burocráticas.
Segundo Thiago, Rondônia é um Estado atraente. “Tem potencial de água e clima favorável, só faltava organização.” A meta do grupo é produzir, em médio prazo, três milhões de alevinos para serem repassados aos produtores rurais no sistema de parceria, com um contrato de garantia de compra.
Dezenas de pequenos e médios produtores rurais serão beneficiados. Ainda a partir de 2012 será fornecida ração aos piscicultores parceiros com a instalação de uma plataforma industrial, que vai gerar 120 empregos diretos e rendas ao homem do campo. Essa é uma grande conquista para o Estado, a instalação definitiva de uma fábrica de ração e uma indústria de processamento de pescado.

Foto: Simone Yokoyama Oliveira (filha Seu Pedrinho)

outubro 06, 2011





AQUICULTURA
6 de Outubro de 2011


Folha da mandioca para tilápia
Potencial do uso da parte aérea da mandioca na alimentação de tilápias


Imagem: Divulgação Embrapa
A ração é um dos itens mais representativos para determinação do custo total de produção na piscicultura. Com os sucessivos aumentos dos alimentos convencionais utilizados para a fabricação de ração para peixes, subprodutos e coprodutos da agroindústria podem ser uma alternativa para diminuir o preço deste insumo.

No entanto, para que o alimento alternativo apresente potencial de utilização é necessário que apresente baixo custo, volume de produção, disponibilidade regional, e que não prejudique o desempenho do animal. Nesse último caso é recomendável o amplo conhecimento das características nutricionais, aproveitamento de nutrientes e outros fatores presentes no alimento que possam interferir no desempenho animal.

O Brasil é um grande produtor de mandioca, com o cultivo distribuído de Norte a Sul. Além da característica nutricional, como reconhecida fonte de alimento humano e animal, a mandioca apresenta grande importância econômica e social em muitas regiões. Para alimentação animal, alguns subprodutos do processamento da raiz, tais como raspa, casca, apara, farelo de varredura, além da parte aérea são utilizados principalmente para alimentação de bovinos e caprinos em diversas propriedades rurais. 

Apesar da parte aérea apresentar alto teor protéico, alguns compostos presentes principalmente na folha, desencadeiam a formação de ácido cianídrico que é tóxico ao animal e, portanto, este material deve ser processado de maneira adequada. A secagem é uma forma simples e eficiente de eliminar a toxidez e pode ser facilmente aplicada nas propriedades rurais, tanto diretamente ao sol, quanto à sombra. 

Apesar de existirem algumas recomendações do uso da parte aérea da mandioca para ruminantes, poucas informações com embasamento científico estão disponíveis para peixes. Considerando essas questões, pesquisas foram conduzidas no Laboratório de Piscicultura da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS) com a finalidade de avaliar a secagem da parte aérea da mandioca e identificar o melhor processamento do ponto de vista prático, aliando o melhor aproveitamento do conteúdo nutricional para tilápias. 

Resultados preliminares indicam que a secagem à sombra foi eficiente para reduzir os compostos tóxicos e melhorar o aproveitamento da parte aérea. Além disso, é possível substituir parte do farelo de soja pela parte aérea da mandioca sem interferências no desempenho da tilápia, o que geraria uma redução de custo da ração. 

Contudo, a validação dos resultados a campo, assim como aprimoramentos no processo de obtenção e secagem, ainda são necessários para utilização em escala comercial, no entanto, os resultados experimentais já demonstram o alto potencial de uso da parte aérea da mandioca para alimentação da tilápia e de outras espécies.

Hamilton Hisano: Zootecnista e pesquisador Embrapa Agropecuária Oeste, Dourados/MS hhisano@cpao.embrapa.br

outubro 01, 2011


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New technique for easy collection of ‘Karimeen' fish eggs

NEW DELHI, SEPT. 26: The Indian Council of Agricultural Research (ICAR) scientists have developed a unique method for collection of the eggs laid by Pearlspot, also known as the “state fish of Kerala”, which is much more efficient than the earlier method employed.
Pearlspot (Etroplus suratensis) also known as "Karimeen" in Kerala, is an excellent table fish, fetching a good market price up to Rs 350 a kg.
“The fish has very complicated method of breeding and nesting. They bury their eggs in the bottom mud of the ponds, hence, the survival of juveniles is very less, which has been a major concern for fish farmers,” said Mr M. Natrajan, Project in-charge at the Central Institute of Brackishwater Aquaculture (CIBA), Chennai, an institute of the ICAR.
“We can obtain 1,200 juveniles from a pair of parent fishes. However, in traditional techniques, it is hardly 200 juveniles,” added Mr Natrajan.
Pearlspot can be reared in ponds and cages in both freshwater and salt water environments. It is a hardy fish, easy to propagate and culture on a large scale, depending upon the capacity of the entrepreneur and farmer.
Pearlspot can be farmed in homestead ponds in the backyard of houses, enabling poverty alleviation as well as high-value fish production in States such as Kerala.
The Central Institute of Brackishwater Aquaculture (CIBA), Chennai, has developed an innovative technology for easy propagation of the fish by breeding them under controlled conditions.

CAPTIVE BREEDING
At its Muttukadu Field Centre, CIBA has successfully developed a captive broodstock of Pearlspot fish in cages, drawing from a diverse genetic pool (from Pulicat and Muttukadu, in Tamil Nadu, and Kumarakam, in Kerala) to establish a simple and effective facility for consistent egg production by this fish species.
Under the ‘Matsya Keralam' scheme, the State Government is promoting farming of brackishwater fish on a large scale and due to this, the demand for quality Pearlspot fish juveniles has increased.
The CIBA, Chennai, has been approached by the Kerala Government to extend its know-how and expertise with regard to this technology to promote Pearlspot fish production in the State.
Efforts are also being made to promote Pearlspot fish culture in derelict inland saline wetlands of Karnataka.

setembro 22, 2011

É preciso apenas uma fêmea grávida de "guppy" para uma invasão alienígena


How reproductive ecology contributes to 
the spread of a globally invasive fish.
Deacon AE, IW Ramnarine and AE Magurran 

It takes just one pregnant guppy for an alien invasion!
Copyright © Mich De May, Creative Commons


The well-known ability of female guppies (Poecilia reticulata) to store sperm for up to six months and give birth long after being inseminated is responsible for their runaway success as one of the world's worst invasive fish species.

In research published in a recent issue of the online journal PLoS ONE, Amy Deacon, Indar Ramnarine and Anne Magurran document the current global distribution of the guppy, producing the most complete picture of the current distribution of this invasive species to date, and show that it is contributing to the homogenisation of fish communities on a global scale. 
At the same time, they conducted experiments to test the prediction that a single pregnant female guppy is capable of routinely establishing viable populations when introduced to a new habitat.
Despite the small native range of the guppy, the authors found that its introduced range now spans every continent with the exception of Antarctica, as well as numerous oceanic islands. 
Their data show that the worldwide distribution of the guppy is considerably more extensive than previously described in the literature or in any database.
For the second part of their study, the authors carried out an experiment in which 30 plastic mesocosms were established and a single pregnant female wild-caught guppy was added. The experiment was allowed to run for two years, during which the fish were counted, measured and their performance (in activity and evasion) were recorded.
The authors found that the single female guppies were capable of establishing viable populations within the mesocosms during the study period in a large majority of the cases: 91% of mesocosm populations persisted at the end of the first year and 86% at the end of the second.
Furthermore, their studies showed that the behavioural performance of the offspring from such introductions was not impaired. Although inbreeding is very likely to take place as a result of using a single founder individual, the guppies may be employing a number of pre- and post-copulatory strategies to minimise inbreeding, surmise the authors.
The authors conclude, "Our results demonstrate how introductions consisting of a few animals, or even a single individual, can lead to thriving populations of invasive species. A highly specialised reproductive system, coupled with a remarkable adaptability is likely to have led to the phenomenal success of the guppy outside of its native range. These findings reinforce the need for caution when releasing exotic species, and show that seemingly innocuous or beneficial activities such as a child freeing a few pet fish or a concerned householder using guppies to control mosquitoes can result in a thriving population of invasive poeciliids that may then go on to compete with the indigenous freshwater fauna. They also illustrate how many small actions replicated across the globe, in the form of the accidental or deliberate release of a few fish, combined with natural adaptations in these fish for life in ephemeral habitats, can contribute to the reduction of diversity in freshwater fish assemblages worldwide."
Deacon AE, IW Ramnarine and AE Magurran (2011). How reproductive ecology contributes to the spread of a globally invasive fish. PLoS ONE 6, e24416. doi:10.1371/journal.pone.0024416

setembro 09, 2011

Sistema de Transposição de Peixes


Imagem          MEIO AMBIENTE




Época de piracema: Santo Antônio Energia monitora 
migração de peixes do rio Madeira
De: Santo Antônio Energia 
09 de Setembro de 2011

Imagem - Divulgação
Entre agosto e novembro, a equipe do Programa de Conservação da Ictiofauna marcará 4 mil peixes que serão monitorados em um estudo sobre as rotas migratórias no período de reprodução das espécies. O objetivo é verificar se os animais estão utilizando o Sistema de Transposição de Peixes (STP), estrutura construída para ajudá-los a ultrapassar a barragem da Usina na época de piracema.

Equipamentos de telemetria para obtenção e transmissão de dados a longa distância foram instalados em parte dos animais e o monitoramento será feito por antenas instaladas nas margens e em barcos ao longo do rio Madeira. A outra parte dos peixes receberá uma marcação chamada LEA, um tubo com um número que é fixado na barbatana para identificá-lo quando ele for pescado.

setembro 07, 2011

Cuidado Parental!!!! Fantástico momento!!!!

Jawfish Eggs about to Hatch

Photo and caption by Suzan Meldonian
A male Banded Jawfish (Opistognathus macrognathus), incubates it's eggs in it's mouth, assuring survival of at least this stage of their lives. Held in by it's father's teeth at some point the overgrown siblings become cumbersome, yet the devotion of survival mode is so strong that the jawfish will only poof them out for a second or two to quickly catch a morsel of food in the water column, then quickly sucking the eggs back into it's mouth. This process is also called aerating the eggs... so it serves more than one purpose... sort of like rotating the eggs in a hatchery.



agosto 31, 2011

Oportunistas: Ciclídeos seguem raias na busca por alimento

Cichlids follow stingrays to food
Published: Dr Heok Hee Ng 


Copyright © Steven Johnson, Creative Commons

Brazilian scientists have discovered that some cichlids follow potamotrygonid stingrays to opportunistically feed on the invertebrates flushed out by the foraging activity of the rays.

Publishing the results of their study in a recent issue of the Journal Neotropical Ichthyology, Domingos Garrone-Neto and Ivan Sazima record this association while making in situ observations of the fishes at two sites in the upper Paraná river drainage. 

The authors found that the foraging activities of the stingrays Potamotrygon falkneri and P. motoro, attract four cichlid species (Crenicichla britskii, Satanoperca pappaterra, Cichla kelberi, and Geophagus proximus) to follow them. 

The authors describe the association as “…a ray stirring the unconsolidated (loose) substrate to uncover small invertebrates such as insect larvae, crabs, and snails.

Food clouds
This activity stirs the substrate particles and discrete sediment clouds are formed near the foraging ray. These clouds apparently catch the attention of nearby cichlids that approach the ray and feed on small preys and other food types exposed this way.” 

This is yet another case of a nuclear-follower association, which has been reported for a number of South American freshwater fishes.

The nuclear-follower association is an interspecific interaction defined by the presence of a nuclear species that promotes a disturbance during foraging and a follower species that feeds on the items exposed or flushed out by the former.

For more information, see the paper: Garrone-Neto, D and I Sazima (2009) The more stirring the better: cichlid fishes associate with foraging potamotrygonid rays. Neotropical Ichthyology 7, pp. 499–501.