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março 26, 2011

Rio Amazonas: um dos lugares mais ricos em espécies do planeta.

Copyright © T. Voekler, Creative Commons
Published: Practical Fishkeeping, 22 March 2011

Where in the world: The Amazon

The Amazon River covers a massive part of South America and is one of the most species-rich places on earth.
There are over 1500 species of fish described from the Amazon basin, with many hundreds of fish yet to be described. About 85% of the region’s fish belong to a group called the otophysans, which includes characins, catfishes and knifefishes, but there are also hundreds of cichlids and other species.
Bony tongues
There are now believed to be several Arapaima (above) found in the Amazon basin – some can reach nearly 3m/10' in length. Besides these massive bony tongues, the area is also home to two different species of arowana: the Silver arowana, Osteoglossum bicirrhosum and the less common Black arowana, O. ferreirai.

Tetras
The Amazon basin is rich in Characiformes (or characins) and there are hundreds of tetras from several families, including the Characidae, found here. Representatives of this group that are common in the aquaria include the Pristella tetra (above), Pristella maxillaris, the Rummynose, Hemmigramus rhodostomus and many more.

Piranhas
The Amazon is famous for its piranhas, like the Black piranha, Serrasalmus rhombeus shown above. Many of these, such as most of the 20 plus Serrasalmus and Pygocentrus species are predominantly (but not exclusively) carnivorous. However, the Amazon is also home to many related pacus and silver dollars, which are herbivorous.
 
Headstanders
The headstander characin family, Anostomidae, are common in the Amazon. The area is home to the Marbled headstander, Abramites hypselonotus, Anostomus anostomus and A. ternetzi, Laemolyta taeniata (above) and L. garmani, a Leporellus, over 13 Leporinus, two Pseudanos, two Rhytiodous and two Schizodon species. 

Pencilfishes
Pencilfishes are members of the characin family Lebiasinidae and are common in the shallow, backwaters and slower-flowing creeks of the Amazon and its tributaries. Many of them, such as these Rocket pencilfish, Nannostomus eques, live in very shallow water just a few inches deep. The area is home to over 30 different lebiasinid species. 

Catfishes 
There are probably more catfishes in the Amazon than anywhere else on earth. They differ widely in size, from tiny suckermouths like Otocinclus (above) and parasitic candiru that feed on the blood of other fish, to very large predatory pimelodids, such as the massive shovelnosed Brachyplatystoma species, which can top six feet long. 

Knifefishes 
The deeper parts of the Amazon are relatively unexplored compared to the shallows, and scientists are discovering new knifefishes regularly. Knifefishes, such as the Black ghost (above) are weakly electric and produce little pulses of electricity to help navigate, communicate and tell species apart. Over a hundred species are known from here.

Cichlids
There are quite literally hundreds of cichlid species found in the Amazon and they’re abundant everywhere. They range in size from the tiniest Apistogramma species to middle-sized eartheaters, such as the Satanoperca above, up to the massive peacock bass of the Cichla genus. Virtually all of them are popular and sought by fishkeepers.

Toadfishes
Toadfishes are members of the order Batrachoidiformes, which are predominantly marine. However, two species are known from the Amazon and are found in freshwater hundreds of miles from the sea. One of them, the Prehistoric monster fish, Thalassophryne amazonica, is a popular aquarium oddball and sometimes spawns in captivity.

Stingrays
The popular Motoro stingray, Potamotrygon motoro, is found in the Amazon, along with five described and many undescribed species. Scientists have also described the stingrays Plesiotrygon iwamae and Paratrygon aiereba from the Amazon. These fish live in sandy areas and are much feared by locals due to their potentially deadly stings.

Puffers
Although most of the fresh and brackish water puffers you see in the trade are from Africa and Asia, South America is home to a couple of species and they’re both found in the Amazon. The peaceful freshwater Amazon puffer, Colomesus asellus, and the somewhat more feisty brackish Banded puffer, C. psittacus are both sometimes seen for sale. 

Swamp eels 
The swamp eels aren’t really true eels like the ones we see in UK waters, they’re members of a group called the Synbranchiformes. The Amazon has at least two described species, the Marbled swamp eel, Synbranchus marmoratus, and the Madeira swamp eel, S. madeirai. They can reach 1m/39” long and sometimes turn up in the shops.

Equilíbrio da região de Abrolhos está em jogo

FolhaPress
Ambiente | 26/03/2011
Estudo detalha ciclo de reprodução de peixes ameaçados por alto valor comercial.

Em Abrolhos, um dos maiores santuários marinhos da América do Sul, peixes de alto valor comercial e importantes para a regulação do ecossistema são capturados abaixo do peso e do tamanho mínimos para reprodução, ameaçando o equilíbrio de toda a região.

"Esses peixes saem do ambiente antes de estar maduros, sem deixar descendentes que garantam os ciclos de reprodução'', diz Matheus Oliveira de Freitas, pesquisador do Museu de História Natural Capão da Imbuia (RS).

Ele coordenou um estudo inédito sobre o ciclo reprodutivo de algumas das espécies mais pescadas em Abrolhos, no sul da Bahia e norte do Espírito Santo, incluindo as famílias dos badejos, garoupas e vermelhos.

Os cientistas esperam que o trabalho ajude na regulamentação da pesca dessas espécies que, por enquanto, podem ser capturadas livremente, sem restrição alguma de época e tamanho.

No Brasil, ao contrário de boa parte da América do Norte e do Caribe, há grande deficiência de informações sobre a dinâmica reprodutiva de peixes ameaçados e com grande valor comercial. Sem esses dados não é possível gerir a pesca de forma sustentável, minimizando os danos ao ambiente.

No caso de Abrolhos, os peixes mais valorizados são também grandes predadores que ajudam no controle de outras espécies menores. Algo essencial para a manutenção do delicado equilíbrio nos recifes de corais.

Após dois anos e meio de trabalho analisando os exemplares capturados por pescadores da região, os cientistas conseguiram identificar o período de reprodução dos peixes, bem como características de tamanho e dinâmica de movimentação.

Ainda falta, porém, descobrir os locais exatos de desova. Com isso será possível criar pontos de bloqueio à pesca no período de reprodução, entre outras medidas. "Na desova, esses peixes se concentram em grandes cardumes, às vezes com milhares de indivíduos. Isso os torna mais vulneráveis aos pescadores'', diz Freitas.

Para chegar até esses locais, o grupo espera ter a ajuda dos próprios pescadores. Cerca de 70% da pesca no arquipélago é artesanal.

"Os pescadores sabem onde estão muitos pontos de desova. Queremos mapeá-los juntos'' conta o coordenador do trabalho, publicado na revista "Scientia Marina'' e financiado pela ONG Conservação Internacional.

Segundo ele, todas as descobertas foram repassadas aos pescadores em palestras, para conscientizá-los da importância de respeitar o desenvolvimento dos peixes.

março 25, 2011

Amazônia: Economia verde cresce com criação do pirarucu.

Amazonas produz 900 toneladas de pirarucu
 Pesca manejada em reservas, valor agregado e duas indústrias aquecem a economia verde do Amazonas
Manaus, 24 de Março de 2011
JORNAL ACRITICA

Ano passado Amazonas produziu 90 toneladas de pirarucu
Ano passado Amazonas produziu 90 toneladas de pirarucu (Divulgação)
De 2003 a 2011 o preço do kg do pirarucu, maior peixe de água doce do mundo, saltou de R$ 1,37 para R$ 5,75. O Estado do Amazonas saiu de uma produção de 60 toneladas, em 2002, para 900 toneladas, ano passado. Este desempenho extraordinário se deve a uma política de sustentabilidade, onde os pescadores se comprometem a capturar e abater somente as cotas necessárias do peixe, de acordo com a contagem fiscalizada pelas autoridades ambientais federais e estaduais nos lagos e áreas de rios, onde atuam comunidades especializadas na despesca da espécie.
A Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá (RDSM) é a maior produtora de pirarucu, na modalidade de manejo sustentável do Brasil. Em seus lagos e rios, localizados em uma área de 1.124.000 hectares, se encontra o maior sistema do Planeta de despesca de um peixe, que é considerado uma iguaria à semelhança do bacalhau da Noruega. Mas, neste caso, estamos falando de um ser amazônico de mais de 230 milhões de anos, segundo os pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), dentre eles Adalberto Val, um dos maiores especialistas do mundo nesta espécie, a Arapaima gigas.

Rodadas
A qualidade de sua carne chamou atenção dos maiores mercados do Brasil, como São Paulo e Rio de Janeiro, onde o Grupo Pão de Açúcar já virou freguês. Amanhã acontece em Manaus uma rodada de negócios entre os diretores desta rede com autoridades da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), bem como com os líderes dos pescadores da RDSM, do Médio Juruá.
Nas negociações serão discutidos preços a ser praticados na compra da espécie, que será comercializado no Sudeste brasileiro. “Acreditamos que os preços vão beneficiar a todos, quem vive da pesca, o Pão de Açúcar e, principalmente, os clientes do varejo, que são os consumidores finais”, disse o presidente da ADS, Valdelino Cavalcante.
Com um número crescente de pescadores credenciados à despesca do pirarucu - em 2008 eram 2.500; em 2009 chegaram a 2.800; e em 2010 foram 3.800 -, nota-se um mercado aquecido. Isso tem permitido às autoridades do setor, como Rigoberto Pontes, engenheiro de pesca e chefe do Departamento da Cadeia Produtiva de Pescado da ADS, dizer que: “considerando os dados de cotas autorizadas nos últimos anos, estima-se que o potencial de produção de pirarucu manejado possa alcançar cerca de 30 mil animais, o que corresponderia a um volume de produção/captura em torno de 18 milhões de kg/ano”.
Mas o sucesso da cadeia produtiva do pirarucu se deve ao trabalho dos pescadores, que tiveram a dimensão da importância da despesca manejada e sustentável, com o objetivo de preservar os recursos naturais antes que eles acabassem.
Luiz Gonzaga Medeiros de Matos, 46, o “Luizão”, presidente da Colônia de Pescadores de Maraã, a Z-32, que tem 695 pessoas atuando em sete comunidades (São Francisco do Jaraqui; São José do Jaraqui; Fortalezas I, II , III ; Bom Futuro; e localidade do rio Japurá) conta que o processo de conscientização para o trabalho com cotas foi longo e difícil.
“Os geleiros pescavam com grandes arrastões, dizimando os peixes pequenos e acabando com os cardumes. Para que não fosse tudo arrasado tivemos que adotar as nossas medidas e, com a ajuda das autoridades da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (SDS); da Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS); da Sepror; do Instituto Mamirauá; e da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), conseguimos sair de uma posição de perdedores para a de ganhadores”, comentou Luizão.

Canoa refrigerada
O superintendente geral da Fundação Amazonas Sustentável, Virgílio Viana, disse que em 2010 foram investidos R$ 2,030 milhões na RDSM e que os pescadores da Colônia Z-32 foram contemplados com um flutuante de evisceração do pirarucu e a reserva recebeu 30 grandes canoas com geleiras, que permitem transportar os pirarucus em baixas temperaturas, o que preserva a qualidade da carne para a sua comercialização. Somente o Bolsa Floresta Renda desembolsou R$ 506 mil na RDSM.

Revolução social e econômica
De acordo com o titular da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), Eron Bezerra, os mercados interno e externo serão atendidos em suas demandas no que depender de tecnologia, beneficiamento e capacidade de logística no transporte acondicionado em barcos frigoríficos do pirarucu. Eron destacou que a construção das indústrias de “bacalhau” do Amazonas nas cidades de Maraã e Fonte Boa permitirá um salto qualitativo e quantitativo na cadeia pesqueira, com valor agregado. Segundo ele, a indústria de Maraã terá capacidade para 5 toneladas e a de Fonte Boa para 10.000 kg.
O secretário observou que levando em consideração o preço do pirarucu tratado a R$ 20, uma tonelada equivaleria a R$ 20 mil. Com 15 toneladas ao dia, se poderia chegar a um valor de aproximadamente R$ 7 milhões ao mês, o que corresponderia a algo próximo de R$ 84 milhões, ao ano. Ele destacou ainda que cerca de 2.500 pessoas trabalharão diretamente nas indústrias e que esse desempenho permitirá um novo patamar na qualidade de vida de milhares de famílias de pescadores, que não terão necessidade de migrar paras cidades à procura de emprego. “A cadeia pesqueira da Amazônia e, especialmente, do Amazonas, tem todas as condições de fazer uma revolução social e econômica na região”.

Iguaria na rota de exportação para os Estados Unidos
Com as projeções otimistas, o mercado teria uma maior quantidade de pirarucu em seu cardápio. O consumidor norte-americano também está interessado nesta iguaria. O frigorífico Friolins, de Manacapuru, através de uma parceria com a Noronha Pescados, de Pernambuco, vendeu 17 toneladas para os Estados Unidos da América.
Nesta transação, o custo médio do filé de pirarucu foi de US$ 9/kg, pouco mais de R$ 17. Especialistas estimam que o mercado americano demandará mais de 50 toneladas em curto prazo.
Segundo o empresário Fernando Lins, do frigorífico Friolins, a tendência é de uma melhor performance nas vendas para o mercado internacional, pela aceitação da carne com gosto sofisticado, que se parece com o melhor bacalhau do mundo. “Estamos nos preparando para aumentar as vendas aos EUA”.

março 24, 2011

PANTANAL: A Maior planície alagada do Mundo (PARTE 5) - Invasores Marinhos; Relitos:

...continua:

Todos os peixes que ocorrem no Complexo do Pantanal podem ser incluídos em apenas 5 grupos principais: 
Ostariophysi: (parte 2 e 3) & Cyprinodontiformes e Perciformes (parte 4)

Invasores Marinhos: Reunidos aqui espécies que se originaram de grupos marinhos, ou seja, espécies que se estabeleceram em águas doce num passado não muito remoto.Essa dedução se deve ao fato da maioria dos seus parentes serem exclusivamente marinhos. É o caso das raias (Potamotygonidae), sardinhas (Pristigasteridae), pescadas (Sciaenidae), linguados (Achiridae), agulhas (Belonidae), além dos exemplares da família Synbranchidae, o mussum
No Pantanal ocorre apenas 3 espécies de raias do gênero PotamotrygonP. motoroP. brachyura P. falkneri. Já as sardinhas, também conhecidas como sardinhão, os linguados (flatfish) e os mussuns (marbled swamp eel) são representados por uma única espécie cada: Pellona flavipinnisCatathyridium jenynsii e Synbranchus marmoratus, respectivamente. Os Sciaenidae, apesar de pertenceram aos Perciformes, são inseridos como invasores marinhos pelas justificativas já descritas. A família é representada no Complexo do Pantanal por apenas 2 espécies de gêneros distintos, são elas: Plagiocion ternetzi e Pachyurus bonariensis.





Relitos: Aqui foram reunidos os peixes que tiveram ampla distribuição na região pelos registros fósseis, mas que atualmente é representado por poucas espécies. No Complexo Pantanal é representado por uma única espécie, a pirambóia, pertencente à família Lepidosirenidae - Lepidosiren paradoxa, com disitribuição Amazônica, bacia do Prata e recentemente registrada no Pantanal (Silva, 1986). Esta família, juntamente com os Protopteridae (África) e os Ceratodontidae (Austrália) formam o grupo dos Dipnoi ou Peixes Pulmonados (Lungfish) muito diversificado no passado, mas hoje representados por apenas 6 espécies que são verdadeiros fósseis vivos.


PANTANAL: A Maior planície alagada do Mundo (PARTE 4) - Cyprinodontiformes; Perciformes:

...continua:

Todos os peixes que ocorrem no Complexo do Pantanal podem ser incluídos em apenas 5 grupos principais: 
Ostariophysi: (parte 2 e 3)

Cyprinodontiformes: Constituído de peixes de tamanho diminuto, conhecidos como guarus, barrigudinhos e killifish. Embora muito diversificados em algumas regiões, no Pantanal existem poucas espécies. No Pantanal é representado por 2 famílias: Poeciliidae e Rivulidae, ambos são constituídos por peixes que preferem ambientes lênticos, particularmente poças e charcos. A alimentação destes pequeninos é preferencialmente de larvas de insetos, em especial Dipteros. Apresentam um acentuado dimorfismo sexual, os machos são sempre menores tendo a nadadeira anal transformada em órgão copulador, o gonopódio. A família Poeciliidae é representada na região por apenas uma espécie: Pamphorichthys hasemani. Porém, os gêneros de Rivulidae apresentam uma série de dificuldades para se diferenciar uns dos outros, uma vez que a maioria das descrições são baseadas em caracteres osteológicos e não externos, o que dificulta a identifcação rápida. Em todo Complexo do Pantanal são 09 espécies pertencentes a 5 gêneros: Neofundulus paraguayensisN. parvipinnisPterolebias longipinnisP. phasianusP. glaucopterusRivulus punctatusStenolebias bellusS. damascenoiTrigonectes balzanii.




Perciformes: No Pantanal vamos dar destaque à família Cichlidae (peixes com os primeiros raios das nadadeiras dorsal e anal transformados em espinhos). Os Cichlidae possuem hábitos diurnos e têm preferência por ambientes lênticos. Cuidam da prole, protegem os ovos e alevinos, e constróem ninhos. É um grupo relativamente pequeno que ocorre no Complexo Pantanal, são cerca de 16 espécies pertencentes a 11 gêneros. São elas: Aequidens plagiozonatus (cará ou acará); Apistogramma borelli (cará), A. commbrae, A. inconspicuaA. trifasciata, Astronotus ocellatus (apaiari/oscar); Bujurquina vittata (cará)Chaetobranchopis australis (cará)Cichlasoma dimerusCrenicichla semifasciata (joaninha ou joana-guensa), C. editae, C. vittata; Gymnogeophagus balzanii (cará); Satanoperca pappaterra (cará); Laetacara dorsigera (cará) e Mesonauta festivus (cará)
Tucunarés, ciclídeos pertencente ao gênero Cichla foram introduzidos no Pantanal (espécie exótica) e, aparentemente, já proliferam em várias regiões. Não sabemos ainda qual ou quais espécies de Cichla já foram introduzidas.